16 (qua) e 17 (qui) setembro | duas palestras de Esteban Radiszcz sobre o Chile e o neoliberalismo

Seminário Ovos de Serpente 

16.set (qua) | sala 264 prédio de Letras, FFLCH-USP

19h30 |

Chile 2006: la revolución de los pingüinos de una política que no fuere homogeneizante

Esteban Radiszcz

La actual situación del movimiento estudiantil chileno, así como los tibios y contradictorios esfuerzos del actual gobierno por reformar el sistema educacional en Chile, justifican volver sobre aquel verdadero acontecimiento político que les otorgó posibilidad y existencia. A más de 8 años de su insospechada emergencia, la revolución de los pingüinos merece ser detenidamente examinada hoy para resaltar sus singulares fortalezas políticas y su notable diferencia con las presentes expresiones que pretenden prolongarla o, incluso, concretarla. Nuestro interés se concentrará sobre la manera en que las tácticas instituyentes parecen haber, en aquel entonces, operado como singulares resistencias frente las estrategias de los poderes instituidos. En tal sentido, será la oportunidad de observar una política del deseo que, irreductible a la formación de masa, parece haber caracterizado las prácticas del movimiento pingüino.

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17.set (qui) | sala 260 prédio de Letras, FFLCH-USP

| 18h30 |

Exibição do filme: Pejesapo (Chile, 2007), de José Luis Sepúlveda 

| 20h00 |

Palestra: Destinos del superyó en tiempos de neoliberalismo: 

del Chacal de Nahueltoro al Pejesapo

Esteban Radiszcz 

Dos destacados films chilenos parecen servirnos, en sus divergencias, para aproximarnos a aquello que, eventualmente, podría caracterizar al superyó en el neoliberalismo. En efecto, El Chacal de Nahueltoro (1969) et Pejesapo (2007) representan memorables expresiones del cine social latinoamericano que, mediante el abordaje de un personaje marginal, realizan un crudo retrato de la sociedad chilena en su conjunto. No obstante, las sociedades mostradas en cada film no son de ninguna manera las mismas: no sólo hay 40 años de distancia, sino que en el intertanto el país vivió la implantación del neoliberalismo. Pero si cada film describe una forma de marginalidad por la cual se muestra una particular relación con la ley, entonces el examen en paralelo de ambas películas parece, por contraste, entregarnos algunas pistas sobre el superyóen la era actual del capitalismo.

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Esteban Radiszcz es Psicoanalista y Doctor en Psicopatología y Psicoanálisis (Université de Paris 7), es actualmente Profesor Asociado del Departamento de Psicología de la Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de Chile. Es investigador del Laboratorio Transdisciplinar en Prácticas Sociales y Subjetividad (LaPSoS), además de integrante del Programa de Estudios Psicoanalíticos: Clínica y Cultura. Autor de varios artículos en francés y español, últimamente es el editor del libro Malestar y destinos del malestar de próxima aparición. Sus principales intereses conciernen problemáticas que se inscriben en las intersecciones del Psicoanálisis con la Política y con las Artes.


Ovos de serpente: Ana Paula Pacheco e Arthur V. Vonk – quinta, 28 de novembro, 19h

DESFORMAS

Centro de Estudos Desmanche e Formação de Sistemas Simbólicos

19h:

Ana Paula Pacheco

Graciliano Ramos: contradições do intelectual laminado. 

 

Nos anos 1930, atendendo às demandas do processo de industrialização, o Estado brasileiro deixa de intervir na captação de proletários estrangeiros e passa a cuidar do enquadramento do proletariado nacional. Como explica Alencastro em “A pré-revolução de 30”, a partir dessa “territorialização” do mercado de trabalho a tradição do autoritarismo brasileiro precisou se renovar, criando uma “linha de massa” que unisse nacionalismo e patriarcalismo. Na contramão do discurso que justifica a dominação, os escritores da esquerda brasileira passaram a buscar formas de representar esse novo sujeito social e sua politização, assim como, de modo mais amplo, passaram a se haver com os dilemas envolvidos no ato de falar pelo seu outro de classe. Graciliano Ramos busca em Vidas secas (1938) apreender um lumpemproletariado à margem do processo de industrialização. No ato de representá-lo, entretanto, a figura do intelectual emerge como um duplo do trabalhador braçal, cujas feições interessa especificar. A violência de uma sociedade drasticamente desigual penetra o âmbito das técnicas do romance, constituindo o seu ponto de vista, e as relações entre trabalhador e intelectual,  pensamento e luta diária pela vida, arte e política vêm ao proscênio.

 

20h10:

Arthur V. Vonk

Braga: crônica e política.

Propõe-se jogar luz sobre a crônica do jovem Rubem Braga, examinada a partir dos textos recolhidos pelo autor em seus dois primeiros livros, O conde e o passarinho (1936) e Morro do isolamento (1944). Pouco comentada, essa produção revela um grau de tensionamento das matérias e radicalização do ponto de vista que foge aos termos com que a crítica se habituou a descrever a língua geral da crônica moderna brasileira, muitas vezes saudada como um manancial de lirismo, sensibilidade e informalidade. Avessa ao modelo que o próprio Braga ajudaria a canonizar na década de 1950 – tida como a época áurea do gênero no Brasil–, a prosa de seus primeiros livros é movida pela disposição a politizar a lida com os elementos mínimos do cotidiano. A tematização reincidente de problemas da vida material – articulados às contradições que o processo social brasileiro expunha como fratura nos anos 1930 – se conjuga a uma escrita agressiva, cujos procedimentos pedem descrição. Ao fazê-lo, será possível discernir a postura responsável por articular a notação das instâncias do conflito social à problematização da situação do escritor diante dos meios de produção intelectual, numa (rara) exploração das ambivalências e indefinições próprias ao estatuto da crônica. Descrever a experiência da forma que aí se sedimenta é ocasião, também, para perguntar pelas razões que fizeram com que as expectativas formativas pressupostas nos comentários ao gênero pouco se interessassem pelos momentos iniciais de sua floração moderna no Brasil, fixados por Braga numa prosa menos afeita à conciliação do que ao pensamento pesado.

 

28 de novembro (quinta), às 19h, na Casa de Cultura Japonesa

(av. prof. Lineu Prestes, 15. Cidade Universitária – USP)

ADIAMENTO DA SESSÃO – Ovos de serpente: Fernando Farias e Marcos Soares – quinta, 07 de novembro, 19h

DESFORMAS

Centro de Estudos Desmanche e Formação de Sistemas Simbólicos

 

Diante dos eventos recentes na universidade e da nova assembléia dos estudantes, marcadas para hoje às 18h, gostaríamos de comunicar que a sessão de hoje, dia 07/11, que contaria com a presença de Fernando Farias e Marcos Soares, foi adiada para uma data futura a ser definida. 

 

Para obter outras informações sobre as atividades do Desformas, acesse o blog:

 

https://desformas.wordpress.com/


07/11: Ovos de serpente: Fernando Farias e Marcos Soares – quinta, 07 de novembro, 19h

DESFORMAS

Centro de Estudos Desmanche e Formação de Sistemas Simbólicos

Ovos de serpente:  Fernando Farias e Marcos Soares – quinta, 07 de novembro, 19h

 

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19h:

Fernando Farias

Minha rua, meu engenho: uma análise do filme o som ao redor. 

Nossa proposta de apresentação pretende realizar uma análise histórico-social do filme o Som ao redor. A produção foi realizada em 2012 e esteve em cartaz até o inicio de 2013. No filme temos como elemento principal as diversas representações do imaginário contemporâneo da classe média do Recife, bem como os conflitos entre este imaginário e uma velha mentalidade ainda representativa da sociedade do engenho. Neste sentido, é possível diagnosticar a presença de uma moldura histórica que sobre-enquadra o filme numa temporalidade de longa duração formando assim um jogo dialético entre permanência e mudança nas representações e atitudes mentais. Conforme a definição de Michel Vovelle estabelece-se uma dialética entre o tempo curto e o tempo longo de modo a criar camadas históricas profundas que perduram na temporalidade.

Noutros termos, há no desenvolvimento da trama fílmica um “entrelaçamento” de tempos históricos nos quais podemos destacar: 1) uma temporalidade de longa duração que remete a sociedade do açúcar e ao pensamento de Gilberto Freire 2) um tempo do cotidiano ou tempo presente o qual faz alusão a um novo imaginário conservador presente na classe média recifense e brasileira. Partindo de uma perspectiva crítica a palestra terá em vista apontar na análise do filme, o que Dante Moreira Leite denominou de “Em busca do Tempo perdido” ao se referir ao pensamento social de Gilberto Freire, ou seja, a continuidade de práticas patrimonialistas e da reprodução de privilégios de classe.

 

 

 

19h50:

Marcos Soares

 “Enquanto Agonizo” e “Deus e o Diabo na Terra do Sol”: a integração dos pobres no processo de modernização em dois momentos-chave no Brasil e nos Estados Unidos.

 

Em alguns de seus momentos altos a cultura do século XX refletiu sobre a complexa questão da (im)possibilidade de integração dos despossuídos nos processos de modernização capitalista, tanto nas economias centrais quanto nas periféricas. Esta fala pretende discutir dois desses momentos: o romance “Enquanto Agonizo” de William Faulkner, que trata das contradições do processo de modernização acelerada do Sul vencido na Guerra Civil, e “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, o filme de Glauber Rocha que trata dos miseráveis que ficaram de fora tanto do processo contraditório de modernização do país quanto das tentativas de organização política dos trabalhadores rurais (como as Ligas Camponesas). Espera-se que a comparação, ao delinear semelhanças e diferenças entre os processos nos dois países, possa ser frutífera no entendimento dos limites do “progresso capitalista” em escala global.  

 

 

07 de novembro (quinta), às 19h, na Casa de Cultura Japonesa

(av. prof. Lineu Prestes, 15. Cidade Universitária – USP)

24/10: Ovos de serpente: Mayra Rojo e Idaid Rodríguez – quinta, 24 de outubro, 19h

DESFORMAS

Centro de Estudos Desmanche e Formação de Sistemas Simbólicos

Ovos de serpente:  Mayra Rojo e Idaid Rodríguez – quinta, 24 de outubro, 19h

 

DESFORMAS Out-Nov2013

19h:

Mayra Rjo

La reactivación de la noción de antropofagia en la XXIV Bienal de São Paulo. 

El objeto de estudio de esta investigación es la noción de Antropofagia, el problema central es explicar su actualidad mediante la caracterización de sus usos y funciones curatoriales en la XXIV Bienal de São Paulo (1998).

La conceptualización curatorial de Paulo Herkenhoff se basa en la idea de “descentralización”, “contaminación” y “apropiación” ligada a la de “periferia”, que tienen como referentes el proyecto curatorial Cartografías de Ivo Mesquita de 1992 y la noción de “pequeña historia” del curador Justo Pastor Mellado.

El discurso curatorial-político que emplea Herkenhoff en 1998 para reactivar la Antropofagia funciona como parte de la construcción de lo que hoy llamamos “arte contemporáneo” y que tiene su activación inicial con el modelo de la industria cultural iniciado por Margaret Tatcher, continuado por Ronald Reagan y extendido en América Latina como parte del modelo neoliberal que acciona a partir de los gobiernos de presidentes como Collor de Mello y Enrique Cardoso en Brasil y Carlos Salinas de Gortari y Ernesto Zedillo en México. A partir de estos proyectos de gobierno se crea la idea de “democratización” de la cultura y el arte. No obstante, encontramos que las prácticas y espacios artísticos que responden a este modelo dependen, mayoritariamente, del financiamiento de la iniciativa privada, el cual es posible gracias a que el gobierno crea leyes de incentivo fiscal, como la ley Rouanet en Brasil, o instancias público-privadas como CONACULTA en México que atrae la inversión al arte y la cultura.

Se debe entender que la idea de una “curaduría periférica” y la caracterización de los “artistas emergentes” se efectúa en el complejo sistema de mediación y legitimación dado por las “instituciones metropolitanas” (museos de arte contemporáneo, bienales internacionales y nacionales, editoriales, colecciones privadas, Documentas y universidades).1 De esta manera, “curaduría periférica” y “artistas emergentes” provocan, por un lado, la suspicacia por la integración internacional y, por otro lado, mecanismos de exclusión que rigen la selección y catalogación de los “artistas emergentes”, prácticas y proyectos definidos como “arte que es político”2. De esta manera, cuando se habla de que la idea del Sur circula como el nuevo “centro” de la periferia “latinoamericana” estamos hablando de identificar nuevos mecanismos desigualdad y exclusión económica, artística y cultural.

 

20h10:

Idaid Rodríguez

Memoria, arte y resistencia.

El conocimiento del pasado y sus símbolos son algunas de las facultades esenciales de los grupos dominantes, que han creado para sí instituciones-memoria: archivos,  bibliotecas, museos, estelas, monumentos. Ante estas circunstancias es necesario plantearnos un cambio sobre la percepción de nuestra historia que nos permita recuperar muestra memoria para construir otra historia. Una historia diferente de la gente común, la cual también tiene la necesidad de fundamentar sus creaciones y sus proyectos sobre todo alrededor de su propia subjetividad, es decir, desde las experiencias individuales  y colectivas propias que nos pueden ayudar a enriquecer nuestra cotidianidad. Una historia en la que el sujeto comienza a intervenir no sólo como depositario de ella, sino también como creador de la misma.

 

24 de outubro (quinta), às 19h, na Casa de Cultura Japonesa

(av. prof. Lineu Prestes, 15. Cidade Universitária – USP)

Ovos de serpente: Simone Ishibashi– quinta, 12 de setembro, 19h

 

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19h:

Simone Ishibashi

Trotsky e a guerra

 

29 de agosto (quinta), às 19h, na Casa de Cultura Japonesa

(av. prof. Lineu Prestes, 15. Cidade Universitária – USP)


Ovos de serpente: Danielle Corpas – quinta, 29 de agosto, 19h

desformas

19h:

Danielle Corpas

Kracauer e o cinema

(variações sobre um filme-sinfonia)

As considerações sobre o meio cinematográfico sistematizadas em Theory of film: the redemption of physical reality (1960) podem parecer, a uma leitura do tratado de Siegfried Kracauer que não leve em conta o conjunto de sua obra, muito distanciadas da abordagem do cinema imbricada com crítica da sociedade que o autor realizava com pioneirismo em artigos para o Frankfurter Zeitung na década de 1920. Mas, se o vigor estético-político desses escritos está ausente do livro finalizado na velhice de Kracauer, certos postulados e juízos erigidos aí armam-se a partir da derivação de reflexões e convicções anteriores. Uma amostra de tais variações aparece no cotejo de passagens nas quais Kracauer refere-se ao filme Berlin, sinfonia de uma metrópole, de Walter Ruttmann (1927), em matérias de jornal do final dos anos 1920, De Caligari a Hitler (1947) e Theory of film.

 

29 de agosto (quinta), às 19h, na Casa de Cultura Japonesa

(av. prof. Lineu Prestes, 15. Cidade Universitária – USP)